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Tempo de contribuição

Some o seu tempo, inclusive os anos de trabalho pesado

O extrato do INSS mostra o tempo simples. Se você passou anos exposto a ruído, calor, produto químico, eletricidade ou risco, esse período pode valer mais do que está escrito lá. Esta conta soma o tempo comum com o tempo convertido e mostra o total de verdade, junto com a sua pontuação de hoje.

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O INSS pede idade e tempo diferentes para cada um.
Tempo insalubre ou perigoso com PPP/LTCAT: vigilante, soldador, enfermagem, frigorífico, ruído acima do limite. Só conta aqui o período ANTERIOR à reforma.

Entenda a regra

Tempo trabalhado com exposição a ruído, calor, produto químico, eletricidade ou risco vale mais do que tempo comum: cada ano conta como 1,4 ano para o homem e 1,2 ano para a mulher, e isso só vale para períodos anteriores a novembro de 2019. Na prática, dez anos em atividade insalubre viram catorze anos para o homem e doze para a mulher. Para o INSS aceitar, a empresa precisa emitir o PPP descrevendo a exposição.

O extrato do INSS mostra o tempo simples. Se você passou anos exposto a ruído, calor, produto químico, eletricidade ou risco, esse período pode valer mais do que está escrito lá. Esta conta soma o tempo comum com o tempo convertido e mostra o total de verdade, junto com a sua pontuação de hoje.

Voltar e fazer a conta

Exemplo: homem com 22 anos de contribuição comum e 8 anos como soldador antes de 13/11/2019. Os 8 anos especiais convertidos com fator 1,4 valem 11 anos e 2 meses, um ganho de 3 anos e 2 meses. O total sobe de 30 para 33 anos e 2 meses de contribuição: diferença que pode significar aposentar-se anos antes.
Fundamento

Em que a lei se baseia este cálculo

Cada regra aplicada aqui tem um artigo por trás. Estes são os dispositivos que sustentam os valores calculados nesta ferramenta.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre meu tempo de contribuição

O que é conversão de tempo especial?
É transformar o período trabalhado sob exposição a agentes nocivos em tempo comum equivalente, multiplicando-o por um fator. Para as atividades de 25 anos o fator é 1,4 no caso do homem e 1,2 no da mulher. Assim, dez anos de exposição valem catorze anos de contribuição comum para um homem. A lógica é compensar o desgaste: quem trabalhou exposto atinge o tempo necessário antes. A conversão é especialmente valiosa para quem não completou os 25 anos de exposição e por isso não tem direito à aposentadoria especial pura, mas pode somar o tempo convertido às demais regras.
Quais profissões costumam ter tempo especial?
As mais comuns são vigilante e segurança, por periculosidade; soldador, pintor e trabalhador da indústria química, por agentes químicos; profissionais de enfermagem, laboratório e limpeza hospitalar, por agentes biológicos; coletor de lixo urbano, também por agentes biológicos; metalúrgico, operador de máquinas e trabalhador da construção, por ruído acima do limite legal; trabalhador de frigorífico, por frio; eletricista, por eletricidade acima de 250 volts; e mineiro, com prazos ainda menores. O que define o direito não é o nome do cargo, mas a exposição efetiva comprovada no PPP e no LTCAT.
Posso converter tempo especial depois da reforma?
Não para períodos posteriores a 13 de novembro de 2019. A EC 103/2019 vedou a conversão dali em diante. Todo o tempo especial trabalhado ANTES dessa data, porém, continua conversível: é direito adquirido, e o STF confirmou esse entendimento no Tema 942. Na prática, quem tem períodos antes e depois da reforma converte só a parte anterior. Por isso o campo desta calculadora pede exclusivamente o tempo especial anterior a 13/11/2019: informar o período posterior inflaria o resultado e criaria uma expectativa que o INSS não vai confirmar.
Que documentos provam o tempo especial?
O documento central é o PPP, o Perfil Profissiográfico Previdenciário, emitido pela empresa e baseado no LTCAT, o laudo técnico das condições ambientais. O PPP precisa descrever o agente nocivo, a intensidade da exposição, a habitualidade e trazer o responsável técnico pelos registros ambientais. PPP com campo em branco, sem responsável técnico ou com descrição genérica costuma gerar indeferimento. Se a empresa encerrou as atividades, o caminho é a prova emprestada, com laudos de empresas similares do mesmo ramo, e a perícia judicial: a falta do documento não extingue o direito, só torna o caminho mais longo.
O que é a pontuação e para que ela serve?
A pontuação é a soma da sua idade com o seu tempo de contribuição, e é o requisito da regra de transição por pontos. Em 2019 exigia 86 pontos da mulher e 96 do homem, subindo um ponto por ano até 100 e 105, respectivamente. Além de atingir os pontos, é preciso ter o tempo mínimo de contribuição de 30 anos para a mulher e 35 para o homem. Como cada ano trabalhado soma dois pontos, um de idade e um de contribuição, a pontuação de quem continua contribuindo cresce mais rápido do que a exigência, que sobe apenas um ponto por ano.

Quero um advogado conferindo meu extrato

O número que você viu é uma estimativa. Com os seus documentos em mãos (extrato CNIS, carta do INSS, PPP, laudos), dá para saber o que o seu caso realmente comporta. E há um detalhe que pesa a favor de agir logo: no INSS existem três prazos correndo. São 30 dias para recorrer de uma negativa, 10 anos para revisar o cálculo de um benefício e 5 anos de prescrição das parcelas vencidas. A Jani de Menezes atua só em Direito Previdenciário, na defesa de quem contribuiu.

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Aviso: esta ferramenta fornece estimativa informativa com base nas regras gerais da EC 103/2019 e da Lei 8.213/1991, e nas tabelas vigentes. Não constitui consulta jurídica nem garantia de resultado. Períodos especiais, rurais, de serviço público ou lacunas no CNIS podem alterar o resultado.