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O simulador do Meu INSS mostra a aposentadoria certa?

Jani de Menezes responde Advogada · Direito Previdenciário Revisado em

Resposta

Ele é útil como referência inicial, mas não é auditoria do direito. O simulador calcula com base no que já consta no cadastro do INSS. Havendo vínculo ausente, salário incorreto, atividade rural não reconhecida, PPP ainda não analisado ou outro período especial, o resultado tende a ser diferente do direito real.

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Perguntar sobre o meu caso

O simulador é útil como referência inicial, mas não deve ser tratado como auditoria definitiva do direito.

Ele calcula principalmente com base nas informações existentes no cadastro do INSS. Se houver vínculo ausente, salário incorreto, atividade rural não reconhecida, PPP ainda não analisado ou outro período especial, a simulação pode apresentar um resultado diferente do direito real.

O próprio INSS recomenda conferir se as contribuições estão corretamente registradas.

O que o simulador não enxerga

Trabalho rural sem cadastro, tempo especial ainda não requerido, vínculo anotado em carteira e ausente do CNIS, salário lançado a menor, serviço militar, tempo de serviço público a averbar e contribuições recolhidas em código incorreto. Nenhum desses aparece, porque o sistema só lê o que já está registrado.

Ele também projeta o futuro presumindo que a pessoa continuará contribuindo sobre o mesmo valor, o que raramente corresponde ao que vai acontecer, e não compara todas as regras possíveis com os respectivos valores.

Como usá-lo bem

Como ponto de partida. Ele mostra o tempo que o INSS reconhece hoje e permite comparar com a própria memória da vida profissional. A divergência entre os dois números é justamente o que precisa ser investigado.

Vale conferir vínculo por vínculo e salário por salário, e prestar atenção aos indicadores que aparecem ao lado das competências: eles sinalizam pendências que impedem o aproveitamento daquele período e que podem ser resolvidas antes do pedido.

Base jurídica desta resposta: Lei 8.213/1991, arts. 29 e 55; EC 103/2019, art. 26; IN PRES/INSS 128/2022.

a conclusão pode mudar conforme datas, documentos, categoria previdenciária, histórico contributivo e legislação vigente. A análise individual é necessária antes de protocolar pedidos ou efetuar recolhimentos.

O que ter em mãos na conversa

  • Extrato CNIS baixado no Meu INSS: é ele que mostra o que o INSS enxerga do seu histórico.
  • Carta de decisão do INSS, se já houve pedido. É onde está o motivo e a data.
  • Documento com foto e CPF.
  • Laudos, exames ou PPP, conforme o caso.

Não tem tudo isso? Fale mesmo assim. Ajudamos a localizar o que falta.

Onde isso está na lei

Base legal do tema Planejamento, CNIS e contribuições, não da pergunta isolada. A norma aplicável ao seu caso depende dos fatos.

  • Emenda Constitucional 103/2019
  • Lei 8.213/1991
  • Decreto 3.048/1999

É o seu caso?

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Jani de Menezes

Quem responde

Jani de Menezes

Advogada · Direito Previdenciário

Atuação exclusiva em Direito Previdenciário, em Chapecó-SC e atendimento on-line. Esta resposta trata de regra geral: o desfecho do seu caso depende das suas datas e dos seus documentos.

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Atualizado em Conteúdo informativo da Jani de Menezes, Chapecó-SC, conforme o Provimento 205/2021 da OAB. Não substitui a análise do seu caso.